segunda-feira, 26 de março de 2012
Sabe um daqueles dias em que ao final você pára e pensa: hum... Pode ser?Foi exatamente assim que o dia "D" terminou.Dia "D" por que como você pode imaginar, foi o dia em que nos conhecemos - ela e eu.
O dia em si não teve nada de marcante, como chuva ou brisa fresca,pelo menos que me lembre, mas a noite prometia ser o prefácio de minha ilíada.
Haviam planejado uma festa, afinal era dezembro e provavelmente a última chance da galera reunir-se antes das tradicionais viagens de fim de ano.
Iríamos "virar" o ano juntos. Dançando, Cantando e contando piadas sem picardia alguma.
Éramos uma galera grande, mais de cem pessoas com certeza, e até por isso,
impossível de sermos todos amigos íntimos.
Como em qualquer grande grupo, as pessoas iam e viam, mas o saldo sempre era positivo. E numa dessas levas de "novos membros" ela apareceu.
A princípio, era só mais uma fulaninha no meio de tantas outras, mas o tempo provou que estava errado a seu respeito.
Sorriso bonito, olhos arqueados, e cabelo azul...literalmente o sonho de uma noite de verão. Confesso que só atentei para esses detalhes no fim da festa.
Depois de dançar uma infinidade de músicas, que iam do rock ao axé, cansei e fui tomar uma água.
Ela se aproximou e disse: Posso me sentar ao seu lado?
- sim, fica à vontade.
- eu não me lembro de você. Qual seu nome? perguntei despretensiosamente.
- Leopolda, e o seu?
-Felisberto.
Tá, o nome dela não era Leopolda, mas só um nome como esse poderia refletir sua singularidade.
Conversamos todas as "abobrinhas" dignas de um primeiro encontro, e no final da noite ponderei: hum, Pode ser.
Contando parece bobagem, mas não é disso que a vida é feita?
Quem nunca sonhou em ter uma vida diferente, ser um herói, ser mais alto, mais bonito?
A história nos prova que devemos valorizar os sonhos, pois grande parte do mundo que conhecemos hoje, é beneficiado de alguma forma, pelos sonhos de alguém.
Descobri esse "talento" para sonhar ainda criança. Quando imaginava quão bom seria ser um astro da música ou alguém que salvaria o mundo de todos os pilantras opressores dos fracos, indefesos e lerdos como eu; e tudo isso no meu quintal.È, eu era uma criança relativamente solitária.
Mas nenhum desses sonhos infantis se compara ao que me aconteceu aos oito anos de idade. Me apaixonei pela primeira vez!
E devo dizer que foi "podre".
Ela era minha colega de escola, e pra variar, não me dava a menor bola. - vai entender...
Não só me apaixonei como fui tomado por uma vontade louca de me expressar. Escrevi uma carta, minha primeira carta de amor! Romântico não?
Detalhe: minha irmã encontrou a carta antes que eu pudesse, anonimamente, entregá-la. E como você deve imaginar caro leitor, irmãos, ainda crianças, e naturalmente implicantes podem ser muiiiiiito cruéis. Foi a primeira vez que me senti nu, mesmo estando vestido.
Minha irmã tirou um sarro da minha cara, mas logo rasgou a carta e deixou quieto o assunto.
A garota da carta me decepcionou dias depois, mas tínhamos oito anos... O que eu queria?
Cheguei aos vinte e poucos anos com dois "grandes amores" na bagagem. Esse aos oito, e outro aos dezesseis.
E com toda essa experiência sabia que meu encontro com Leopolda tinha os mesmos ingredientes daquele famigerado sentimento que nos faz morrer e ressuscitar ao terceiro dia.
Mas apesar dos traumas do passado, há uma esperança em nós que grita: agora vai!
Fomos apresentados sei lá quando ou como, pelo menos é o que lembro até aquela memorável noite de sábado.Tínhamos uma festa de fim de ano rolando, e todos estavam se divertindo. Eu estava fazendo o que mais gosto, perambular por entre a multidão e conversar com quantos forem possíveis.Fico excitado com a idéia de conhecer gente interessante, com historia pra contar.
na verdade, acho que todos têm grandes historias pra contar; basta fazer as perguntas certas.
Bem, eu estava lá, falando com a galera, no meu nobre intuito de conhecer gente legal, quando ela apareceu! A gente já havia sido apresentados, mas tinha sido algo tipo: oi, sou "fulano", tudo beleza?
-Beleza!
Mais tosco impossível!
Mas dessa vez pude perceber detalhes, até então ignorados.
Ela se aproximou e puxou papo!
Lembro de quando tinha 16 anos, e fui com minha turma de escola, conhecer o campus universitário da cidade.
nunca me esquecerei da cena memorável, em que jovens garotas jogavam sinuca, descaradamente, como se tivessem nascido pra fazer aquilo: charme!
As garotas de 16, da minha turma, eram umas chatas, frescas e tudo aquilo que um cara de 16 acha delas.
mas aquelas universitárias...me abriram os olhos para um novo mundo, onde mulheres eram mais que suportáveis, elas eram apaixonantes.
Lembro-me de prometer a mim mesmo de que me casaria com uma universitária. Eu já profetizava antes..rsrsrs
Uma mulher que me fez ter um "insight" sobre minha adolescência, essa era Leopolda, a bela e simpática moça que me virou a cabeça, e me fez pensar que aquele tesouro sentimental que todos buscam, o amor, poderia estar a um abraço de distância.
Que o sonho encantado de viver uma história que se sonha em contar pros netos , ou pelo menos a algum estranho, como a Rose em Titanic, é possível.
A garota que me fez pensar, depois de vinte e poucos anos, por que não?
Depois de conversarmos por alguns minutos, nos despedimos de maneira bem protocolar. Nos dias que seguiram, tive a agradável surpresa de que Leopolda morava no mesma bairro em que eu morava. Isso era bom porque agora teria uma boa razão pra puxar conversa com ela sem ter que dar sinais de interesse.
É isso que nós homens fazemos, tentamos conhecer uma "candidata" ao nosso sobrenome de maneira bem informal.Mas o que é informal para os homens nem sempre é para as mulheres.
Dali em diante voltar da igreja pra casa tornou-se algo mais agradável. Não só porque tinha uma companhia feminina ao meu lado, Não era só isso.
Leopolda era uma ótima companhia, falávamos sobre um monte de coisas desde ciências a desenho animado, e Deus sabe como dou valor a isso.
Durante as nossas conversas, comecei a perceber que Leopolda dava sinais de interesse a este que vos fala.
Primeiro é preciso pontuar algo: quando comecei a conviver, propositalmente com Leopolda, não tinha interesse em namorá-la. Pelo menos não de primeira. Era algo mais frio da minha parte, tendo em vista que faço parte de uma "nova visão" para relacionamentos entre homem-mulher.
Essa visão de relacionamentos diz que não existe namoro. Pelo menos como o conhecemos.
A idéia é que o cara que queira "algo mais" com uma garota, deva convidá-la a orar e pedir uma confirmação de Deus, através da oração.
Isso sem beijo, amasso, agarro, enfim...
Sem todos aqueles ingredientes que estamos acostumados a ver nas novelas, filmes e séries de TV.
Para aqueles que acham isso um absurdo, calma!
Minhas explanações a respeito do assunto são bem superficiais, e não revelam o quadro de maneira fidedigna.
O fato é que a medida que eu e Leopolda nos aproximávamos, ficava claro que teríamos de encarar a realidade: eu queria, mas não devia.
Como mencionei anteriormente, Leopolda morava no mesmo bairro que eu. E como um bom cavalheiro me dispus a acompanhá-la em sua volta para casa. Foram noites ótimas! Leopolda era uma companhia sensacional. Sabe aquelas pessoas que completam suas frases? Toda essa sinergia me levou a "baixar a guarda". Pelo menos segundo meus conceitos da época.Sempre imaginei que sim, conheceria alguém que me faria querer envelhecer ao lado. Mas andava tão cansado de fracassos, que havia me fechado pras possibilidades. O sonho do amor estava apagado dentro de mim. Mas Leopolda me trouxe á tona! Era como se houvesse sido aberta a porta da esperança. Seria isso suficiente pra pular no barco do amor?Será que Leopolda estaria disposta ao risco? Porque o jogo é arriscado.
Bem, como vivo pela fé... Pulei!
Sim, depois de algumas conversas e especulações de minha parte, Leopolda e eu engrenamos. A idéia de ser "namorado" de alguém me agradava. Que homem não gosta da idéia de uma moçoila que anseia por sua presença?
No fim, a idéia de Deus nos consome. Precisamos ser felizes, precisamos de uma "Eva".
Quando começamos a nos "curtir", Leopolda e eu, Tentamos ser os mais discretos possíveis. Fazer parte de uma igreja - comunidade de pessoas altamente preocupadas com seu futuro em terceira pessoa - exige um nível de sabedoria um tanto quanto... maior.Quando surge a eminência de um novo casal, sempre aparece um apressado pra dizer que: sim, vai dar certo, vocês são um ótimo casal. Ou pior: vocês tem certeza se Deus confirmou?Entendo que as pessoas se preocupam e querem o melhor pra nós, mas acredito que na maioria das vezes, o melhor é fazer como Deus faz. Mostre as opções, e deixa que a pessoa decida. Mas isso é só minha opinião.
Mas como namorar em uma igreja em que namoros não existem, e aproximações são
interpretadas como a cartada final?
Eu não tenho as respostas até hoje, mas na época a solução foi a surdina, moita, escondido.
Eu não podia me dar ao luxo de ter uma multidão de palpiteiros dando pitaco no meu futuro estado civil.
Sempre que voltávamos da igreja, conversávamos sobre um monte de coisas. Estávamos nos conhecendo a partir de uma nova perspectiva, porque por mais que duas pessoas se conheçam há muito tempo e sejam amigas e tal, tudo muda diante da constatação de intenções secundárias.
O que estou dizendo é que daquele momento em diante, eu teria que pensar nas reações em cadeia a partir de cada hora que passava ao lado de Leopolda.
O problema meu amigo, é que eu estava em cima do muro. A minha decisão de namorar Leopolda, não veio envolta na embalagem colorida do amor descrito por Romeu à Julieta. Eu estava enlaçado por um inimigo cruel, que atinge à muitos na nossa geração: a síndrome do pudim na geladeira.
Nunca poderei esquecer os áureos anos do ensino médio.Passava mais tempo na escola do que em qualquer lugar.Foi no primeiro ano, que pela primeira vez, descobri o que era ser descolado. No segundo ano tive meu primeiro amor de escola e finalmente no terceiro ano fiz a mais intrigante descoberta da psicologia masculina, A síndrome do pudim. Deixe me explicar:
No terceiro ano eu estudava á noite, e como qualquer notívago, chegava em casa morrendo de fome; quer dizer, nem sempre.
As vezes comia na rua com os amigos,mas por mais que estivesse de barriga cheia, não resistia a dar uma olhada na geladeira. E de vez em quando, numa dessas, eu descobria uma novidade, tal qual bolo, soverte ou o melhor de todos, pudim.
Você gosta de pudim? Eu particularmente adoro; pense em uma guloseima de Deus. Doce como beijo apaixonado e derrete na boca como bolo de avó. É um pedaço do banquete do céu.
Se eu chegasse da escola e encontrasse pudim, mesmo que estivesse sem fome, eu tirava uma casquinha, de preferência com o dedo pra lembrar da velha infância. Eu era o melhor do mundo em cutucar pudim na geladeira.
Eis a cena que retrata bem o que se passa na cabeça masculina:
Por mais que estejamos relativamente satisfeitos com nosso estado civil, dar de cara com um "pudim" dando bobeira, desperta em nós, homens, um instinto encoberto por várias camadas de papo furado e coisas que na prática não funcionam, como segurar a onda, se controlar, forca de vontade...
Jesus disse uma frase memorável: o espírito esta pronto, mas a carne é fraca.
E é bem por ai mesmo, por mais que estejamos vivendo uma "vida com Deus", é a maior roubada achar que somos invulneráveis aos males do dia-dia. Diante dos assédios que o mundo nos faz, a saída seria o exemplo de José, que diante de uma "ousadia" da mulher do seu patrão, correu! Pena que só pus isso em prática tarde de mais.
Quando percebi que aquele "pudim" chamado Leopolda estava disponível, deixei que os instintos masculinos me dominassem, eu cutuquei o pudim.
A partir do momento que me permiti ter um enlace com Leopolda descobri uma das asas do amor. Porque na minha humilde opinião, o amor é um pássaro. Ele adora cantarolar no alto das arvores nas manhãs de verão e dançar nas caixas d'água, só para nos lembrar que a vida pode ser simples assim.Leopolda me amava! falo por que ela me disse isso algumas vezes, e a sensação de ser amado de graça é demais.Por muitas vezes eu tentei ser agradável, engraçado, sério, rico, e uma infinidade de coisas no intuito de ser amado.
Mas Leopolda amava-me por minhas próprias características.
Eu nao precisava provar nada, bastava ser eu, isso era o Máximo!
Mas será que eu amava Leopolda com o mesmo entusiasmo? Tá sei que não dá pra
Eu adorava conversar com Leopolda, ela tinha o poder de retrucar rapidamente aos meus devaneios - que são recorrentes.
E se tem uma coisa que gosto tanto quanto namorar é bater papo. O dia-dia no trabalho às vezes é tão cansativo, que nada melhor que poder conversar com alguém, sem reservas, sem tentar parecer um super homem, líder, ou algo do tipo.
alguém que entende que você é normal, tem falhas e ainda assim discorre com você sobre os assuntos mais estapafúrdios, apenas pra te fazer companhia.
Leopolda era assim, uma asa. Ela me amava ao ponto de fazer aquilo que pra mim vale ouro: me mimar quando eu estava doente.... É serio, acho que todo mundo deveria ser mimado quando está doente.
Mas lance de não estar à altura do amor que me era oferecido, me perturbava. Durante um tempo achei que estivesse pirando, ou com alguma babaquice impregnada na minha mente, mas era Deus. Como assim? Você pergunta. Vou explicar: um dia resolvi comprar um livro, e durante a leitura, o autor aconselhava: você tem amor verdadeiro pra oferecer?
Descortinava-se, diante dos meus olhos, o quadro mais tenebroso, eu estava com a garota perfeita, mas não pra minha vida. Hoje olho pra trás, e vejo que não fui um bom namorado. Eu era confiante demais; arrogante na verdade.
Dizem que certa vez perguntaram a um sábio, o que era melhor?
Amar ou ser amado?
o sábio prontamente respondeu:
-Essa é fácil, é como perguntar a um pássaro qual asa ele prefere, se a direita ou esquerda.
É caro leitor, ser amado é uma beleza, mas tão importante quanto, é amar, e de verdade.
Um dos meus talentos é compor, e sabe porque faço isso bem? Porque amo fazê-lo. É impossível um relacionamento funcionar sem que os dois sejam amados e amem na mesma proporção. Do contrário, o famigerado pássaro, o amor, não irá muito longe. Ou pior, será um ser capenga, que voa esquisito e não canta, apenas sussurra; e sussurros de dor nada mais são que agonia.
Leopolda e eu estávamos nos entendendo bem,se é que você me entende. Mas todas as vezes que voltava pra casa, depois de nossos encontros, pensava que aquilo não estava certo.
Digo isso porque namorar escondido tem sua graça no comecinho, mas depois se torna uma chatice. Eu não tinha mais saco pra aquilo; inclusive achava uma grosseria com ela.
Mas o pior era pensar no que Deus estava pensando da minha atitude. Eu realmente acredito que o amor não é um jogo que se joga sozinho, mas sei que nós, homens, recebemos uma responsabilidade maior.Sei que isso soa machista, mas a bíblia nos ensina que o marido (o homem) deve amar sua esposa como cristo amou a igreja.
Forte não?
Então acredito que não podemos negligenciar o peso de nossa decisão em viver com alguém pelo resto de nossas vidas.
Era isso que eu ouvia de Deus todas as noites. Voltava pra casa, e escutava lampejos de Deus me dizendo: se liga garoto!
Eu estava com alguém, ás escondidas e não tinha certeza se minha decisão seria a mais agradável, se é que você me entende.
Foi quando em uma noite, eu percebi a minha real situação:
E se Jesus voltasse agora?
a resposta estava amarga e na ponta da língua.
Eu não poderia mais continuar com aquilo, não poderia mais fingir que estava tudo bem, porque não estava.
Deus havia me dado um ultimato, pois até aquele momento ninguém sabia ou tinha dado um flagrante em nós.
Ele tinha me livrado do "escândalo" por muito tempo, mas tinha a leve impressão de que minhas costas já não estavam tão quentes assim com Deus.
Digo isso porque namorar escondido tem sua graça no comecinho, mas depois se torna uma chatice. Eu não tinha mais saco pra aquilo; inclusive achava uma grosseria com ela.
Mas o pior era pensar no que Deus estava pensando da minha atitude. Eu realmente acredito que o amor não é um jogo que se joga sozinho, mas sei que nós, homens, recebemos uma responsabilidade maior.Sei que isso soa machista, mas a bíblia nos ensina que o marido (o homem) deve amar sua esposa como cristo amou a igreja.
Forte não?
Então acredito que não podemos negligenciar o peso de nossa decisão em viver com alguém pelo resto de nossas vidas.
Era isso que eu ouvia de Deus todas as noites. Voltava pra casa, e escutava lampejos de Deus me dizendo: se liga garoto!
Eu estava com alguém, ás escondidas e não tinha certeza se minha decisão seria a mais agradável, se é que você me entende.
Foi quando em uma noite, eu percebi a minha real situação:
E se Jesus voltasse agora?
a resposta estava amarga e na ponta da língua.
Eu não poderia mais continuar com aquilo, não poderia mais fingir que estava tudo bem, porque não estava.
Deus havia me dado um ultimato, pois até aquele momento ninguém sabia ou tinha dado um flagrante em nós.
Ele tinha me livrado do "escândalo" por muito tempo, mas tinha a leve impressão de que minhas costas já não estavam tão quentes assim com Deus.
Perceber que não está assim tão bem na foto com Deus, é algo muito importante, pois a partir dessa constatação podemos melhorar nosso relacionamento com Ele, e por fim, sair do buraco. O melhor de tudo é que Deus é rápido em nos perdoar. Se realmente nos arrependermos, e voltarmos a andar na luz, ou seja, de acordo com a palavra, não tem pecado que nos paralise.O que nos paralisa é o medo. e contra esse ai, só o amor de Deus.
Esse era o ponto; eu estava com medo de abrir o jogo com Leopolda. Eu teria que terminar,e ponha-se no meu lugar, a situação seria difícil.
Bem, a primeira coisa que um cara faz quando esta prestes a terminar é: "Dá uns perdidos", some do mapa, pra esfriar as coisas. Contando soa frio e calculista, mas é exatamente assim que acontece quando se é imaturo como eu era na época.
Funcionou? Você me pergunta ansiosamente. A minha resposta não poderia ser pior pra mim: Não!
Leopolda era paciente, longânime ou talvez uma protagonista de novela mexicana que sofre horrores por amor, não sei ao certo.
O fato é que ela continuava agindo como se nada de anormal estivesse rolando .
Eu pensava no futuro e cada vez mais não via lugar pra Leopolda nele. Inclusive, na minha mente ela já havia se tornado um monstro de grandes orelhas e voz maçante, e não me pergunte porque
Eu definitivamente já não sabia mais o que fazer, quer dizer, sabia, mas não tinha coragem de ser claro.
Esse dilema durou alguns dias, até que certa vez, estávamos conversando sobre o futuro pessoal de cada um, quando ela me "apertou" de um jeito mortal.
Falávamos sobre o futuro, sobre quem seriamos o que faríamos, enfim...
Foi quando ela segurou minha mão tal qual uma mãe segura a mão de um filho pra vacinação.
Segurou destacadamente meu dedo anelar e disparou: em 2012 você estará com um anel nesse dedo.
Eu acho que por um segundo mudei de cor ou de universo.
Uma vez ouvi um sábio dizer:
um homem não escolhe uma mulher simplesmente por ser bonita, mas por como ela o faz sentir-se quando esta com ela.
Eu definitivamente não fiquei feliz com Leopolda "soletrando" meu futuro, como uma sentença imutável onde eu não passava de um espectador de programas dominicais, entediado com o que via, mas sem qualquer opção, já que programas dominicais são farinha do mesmo saco...o que é um "saco".
Talvez isso tenha sido o "start" da tão sonhada atitude de mudar que eu queria, o fato é que depois disso, eu podia ver claramente, não só o que dizer, mas que depois que dissesse, eu entraria para o hall dos ordinários homens safados, cachorros e sem vergonha...segundo os conceitos de Leopolda.
Bom, pra quem sempre se imaginou como o cavaleiro errante que surge ao horizonte com o único intuito de salvar a princesa do dragão, meu destino estava tomando rumos inesperados. Mas como diria o sábio Salomão: Quem mandou mexer com o coração antes do tempo.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.(Cantares 8:4)
Esse era o ponto; eu estava com medo de abrir o jogo com Leopolda. Eu teria que terminar,e ponha-se no meu lugar, a situação seria difícil.
Bem, a primeira coisa que um cara faz quando esta prestes a terminar é: "Dá uns perdidos", some do mapa, pra esfriar as coisas. Contando soa frio e calculista, mas é exatamente assim que acontece quando se é imaturo como eu era na época.
Funcionou? Você me pergunta ansiosamente. A minha resposta não poderia ser pior pra mim: Não!
Leopolda era paciente, longânime ou talvez uma protagonista de novela mexicana que sofre horrores por amor, não sei ao certo.
O fato é que ela continuava agindo como se nada de anormal estivesse rolando .
Eu pensava no futuro e cada vez mais não via lugar pra Leopolda nele. Inclusive, na minha mente ela já havia se tornado um monstro de grandes orelhas e voz maçante, e não me pergunte porque
Eu definitivamente já não sabia mais o que fazer, quer dizer, sabia, mas não tinha coragem de ser claro.
Esse dilema durou alguns dias, até que certa vez, estávamos conversando sobre o futuro pessoal de cada um, quando ela me "apertou" de um jeito mortal.
Falávamos sobre o futuro, sobre quem seriamos o que faríamos, enfim...
Foi quando ela segurou minha mão tal qual uma mãe segura a mão de um filho pra vacinação.
Segurou destacadamente meu dedo anelar e disparou: em 2012 você estará com um anel nesse dedo.
Eu acho que por um segundo mudei de cor ou de universo.
Uma vez ouvi um sábio dizer:
um homem não escolhe uma mulher simplesmente por ser bonita, mas por como ela o faz sentir-se quando esta com ela.
Eu definitivamente não fiquei feliz com Leopolda "soletrando" meu futuro, como uma sentença imutável onde eu não passava de um espectador de programas dominicais, entediado com o que via, mas sem qualquer opção, já que programas dominicais são farinha do mesmo saco...o que é um "saco".
Talvez isso tenha sido o "start" da tão sonhada atitude de mudar que eu queria, o fato é que depois disso, eu podia ver claramente, não só o que dizer, mas que depois que dissesse, eu entraria para o hall dos ordinários homens safados, cachorros e sem vergonha...segundo os conceitos de Leopolda.
Bom, pra quem sempre se imaginou como o cavaleiro errante que surge ao horizonte com o único intuito de salvar a princesa do dragão, meu destino estava tomando rumos inesperados. Mas como diria o sábio Salomão: Quem mandou mexer com o coração antes do tempo.
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.(Cantares 8:4)
Terminar um namoro da maneira que fiz, não é um bicho de sete cabeças, mas também não é moleza.Acreditem, toda a culpa que caiu sobre mim não se compara, nem de longe, ao efeito devastador de dar "um fora" em alguém. Ainda mais se este alguém for do gênero feminino.
Não quero criar polêmicas sobre as diferenças óbvias entre homens e mulheres ou a maneira que cada um lida com seus traumas sentimentais, mas eis o que aconteceu comigo:
Depois de terminar com Leopolda, vivi alguns dias de intensa "inocência". Eu definitivamente achava que o pior já havia passado. Foi então que descobri que entre outras mulheres, minha fama estava estabelecida: CAFAJESTE!
Eu, que sempre sonhei em ser um cavalheiro, um homem discreto, um príncipe, estava agora jogado no balaio dos canastrões.
A versão de Leopolda para o nosso romance, havia ganhado a audiência de um capitulo final de novela, e eu era o vilão.
E isso entre minhas amigas, imagine as que não eram?
Bem que Jesus falou que não havia nada escondido que não fosse revelado, e essa experiência cruel e ardida, no mínimo, me deixou esperto o suficiente pra perceber que quando o amor não é forte como a morte...
(O amor é tão poderoso como a morte; e a paixão é tão forte como a sepultura.)
Cantares de Salomão 8:6
Fabio Geração
Não quero criar polêmicas sobre as diferenças óbvias entre homens e mulheres ou a maneira que cada um lida com seus traumas sentimentais, mas eis o que aconteceu comigo:
Depois de terminar com Leopolda, vivi alguns dias de intensa "inocência". Eu definitivamente achava que o pior já havia passado. Foi então que descobri que entre outras mulheres, minha fama estava estabelecida: CAFAJESTE!
Eu, que sempre sonhei em ser um cavalheiro, um homem discreto, um príncipe, estava agora jogado no balaio dos canastrões.
A versão de Leopolda para o nosso romance, havia ganhado a audiência de um capitulo final de novela, e eu era o vilão.
E isso entre minhas amigas, imagine as que não eram?
Bem que Jesus falou que não havia nada escondido que não fosse revelado, e essa experiência cruel e ardida, no mínimo, me deixou esperto o suficiente pra perceber que quando o amor não é forte como a morte...
(O amor é tão poderoso como a morte; e a paixão é tão forte como a sepultura.)
Cantares de Salomão 8:6
Fabio Geração
segunda-feira, 19 de março de 2012
Era uma noite como todas as outras. As estrelas cintilavam no céu com tons de prata, mas a ausência da lua denunciava o fim de uma "era".Cheguei à casa de Leopolda por volta das oito da noite, armado de determinação e coragem. Disse a que tinha vindo: terminar o nosso lance, que era lindo e tal, mas que era injusto com ela, já que tínhamos que manter sigilo.
A cada palavra que dizia, sentia me como se socassem meu estômago.
Na minha cabeça, uma idéia martelava descontroladamente: você esta plantando.
Mas plantando o quê? Indecisão ou honestidade? Prazer ou agonia? as repostas, o futuro faria a favor de trazer.
Àquela noite fui embora certo de que havia causado dor a alguém que acreditou que pisava em terreno sólido comigo.
Fui embora com a culpa de ter, de repente, causado um trauma profundo no coração de alguém, que para todos os efeitos, eu gostava.
Fui embora com a leveza de alguém que, ao custo de uma dor terrível, tinha uma segunda chance de aprender que amar nos requer por inteiro.
A cada palavra que dizia, sentia me como se socassem meu estômago.
Na minha cabeça, uma idéia martelava descontroladamente: você esta plantando.
Mas plantando o quê? Indecisão ou honestidade? Prazer ou agonia? as repostas, o futuro faria a favor de trazer.
Àquela noite fui embora certo de que havia causado dor a alguém que acreditou que pisava em terreno sólido comigo.
Fui embora com a culpa de ter, de repente, causado um trauma profundo no coração de alguém, que para todos os efeitos, eu gostava.
Fui embora com a leveza de alguém que, ao custo de uma dor terrível, tinha uma segunda chance de aprender que amar nos requer por inteiro.
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