segunda-feira, 26 de março de 2012
Quando começamos a nos "curtir", Leopolda e eu, Tentamos ser os mais discretos possíveis. Fazer parte de uma igreja - comunidade de pessoas altamente preocupadas com seu futuro em terceira pessoa - exige um nível de sabedoria um tanto quanto... maior.Quando surge a eminência de um novo casal, sempre aparece um apressado pra dizer que: sim, vai dar certo, vocês são um ótimo casal. Ou pior: vocês tem certeza se Deus confirmou?Entendo que as pessoas se preocupam e querem o melhor pra nós, mas acredito que na maioria das vezes, o melhor é fazer como Deus faz. Mostre as opções, e deixa que a pessoa decida. Mas isso é só minha opinião.
Mas como namorar em uma igreja em que namoros não existem, e aproximações são
interpretadas como a cartada final?
Eu não tenho as respostas até hoje, mas na época a solução foi a surdina, moita, escondido.
Eu não podia me dar ao luxo de ter uma multidão de palpiteiros dando pitaco no meu futuro estado civil.
Sempre que voltávamos da igreja, conversávamos sobre um monte de coisas. Estávamos nos conhecendo a partir de uma nova perspectiva, porque por mais que duas pessoas se conheçam há muito tempo e sejam amigas e tal, tudo muda diante da constatação de intenções secundárias.
O que estou dizendo é que daquele momento em diante, eu teria que pensar nas reações em cadeia a partir de cada hora que passava ao lado de Leopolda.
O problema meu amigo, é que eu estava em cima do muro. A minha decisão de namorar Leopolda, não veio envolta na embalagem colorida do amor descrito por Romeu à Julieta. Eu estava enlaçado por um inimigo cruel, que atinge à muitos na nossa geração: a síndrome do pudim na geladeira.
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