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segunda-feira, 26 de março de 2012

8-UM PÁSSARO COM DUAS ASAS

A partir do momento que me permiti ter um enlace com Leopolda descobri uma das asas do amor. Porque na minha humilde opinião, o amor é um pássaro. Ele adora cantarolar no alto das arvores nas manhãs de verão e dançar nas caixas d'água, só para nos lembrar que a vida pode ser simples assim.Leopolda me amava! falo por que ela me disse isso algumas vezes, e a sensação de ser amado de graça é demais.
Por muitas vezes eu tentei ser agradável, engraçado, sério, rico, e uma infinidade de coisas no intuito de ser amado.
Mas Leopolda amava-me por minhas próprias características.
Eu nao precisava provar nada, bastava ser eu, isso era o Máximo!
Mas será que eu amava Leopolda com o mesmo entusiasmo? Tá sei que não dá pra
mensurar o amor como algo do tipo: eu te amo mais, olha a prova. Mas será que eu poderia corresponder á altura dos sentimentos que Leopolda estava me oferecendo?
Eu adorava conversar com Leopolda, ela tinha o poder de retrucar rapidamente aos meus devaneios - que são recorrentes.
E se tem uma coisa que gosto tanto quanto namorar é bater papo. O dia-dia no trabalho às vezes é tão cansativo, que nada melhor que poder conversar com alguém, sem reservas, sem tentar parecer um super homem, líder, ou algo do tipo.
alguém que entende que você é normal, tem falhas e ainda assim discorre com você sobre os assuntos mais estapafúrdios, apenas pra te fazer companhia.
Leopolda era assim, uma asa. Ela me amava ao ponto de fazer aquilo que pra mim vale ouro: me mimar quando eu estava doente.... É serio, acho que todo mundo deveria ser mimado quando está doente.
Mas lance de não estar à altura do amor que me era oferecido, me perturbava. Durante um tempo achei que estivesse pirando, ou com alguma babaquice impregnada na minha mente, mas era Deus. Como assim? Você pergunta. Vou explicar: um dia resolvi comprar um livro, e durante a leitura, o autor aconselhava: você tem amor verdadeiro pra oferecer?
Descortinava-se, diante dos meus olhos, o quadro mais tenebroso, eu estava com a garota perfeita, mas não pra minha vida. Hoje olho pra trás, e vejo que não fui um bom namorado. Eu era confiante demais; arrogante na verdade.
Dizem que certa vez perguntaram a um sábio, o que era melhor?
Amar ou ser amado?
o sábio prontamente respondeu:
-Essa é fácil, é como perguntar a um pássaro qual asa ele prefere, se a direita ou esquerda.
É caro leitor, ser amado é uma beleza, mas tão importante quanto, é amar, e de verdade.
Um dos meus talentos é compor, e sabe porque faço isso bem? Porque amo fazê-lo. É impossível um relacionamento funcionar sem que os dois sejam amados e amem na mesma proporção. Do contrário, o famigerado pássaro, o amor, não irá muito longe. Ou pior, será um ser capenga, que voa esquisito e não canta, apenas sussurra; e sussurros de dor nada mais são que agonia.

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